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Pastoral – Legado – 29/06/2014

Rio de Janeiro, 30 de junho de 2014.

Legado

 

Estava ouvindo uma mensagem do Rev. Ricardo Agreste, da comunidade Presbiteriana Chácara Primavera. Ele ministrava um sermão falando sobre nossas escolhas e as conseqüências que as mesmas trazem sobre nossas vidas e famílias. Comecei a refletir um pouco mais sobre o sistema causa e efeito, ou seja, escolhas e consequências. Pensei também sobre como as nossas escolhas afetam as gerações posteriores a nossa.

Geralmente chamamos de legado a forma que nossas vidas influenciam as gerações posteriores a nossa. Josadack Lima, em seu livro: “Liderança Excelente: Legado Espiritual”. Conceitua o termo da seguinte forma: “Legado significa “dádiva deixada em testamento”. Ou aquilo que alguém transmite a outrem ou a uma geração. Qualquer coisa “deixada” à posteridade é um legado. ”[1]

Uma personagem que retrata bem o que estamos tratando é Simeão. O evangelho de Lucas, no capítulo dois, vai qualificar Simeão com dois adjetivos: justo e piedoso. É interessante que ele recebe esse adjetivo de uma geração posterior a sua, afinal, foi Lucas que escreveu o evangelho que leva seu nome.

Outra coisa, dificilmente um homem temente a Deus e piedoso agrada muito as pessoas que estão ao seu lado. Até mesmo porque sua simples presença as incomoda e por ele sempre tentar cumprir os mandamentos de Deus, algumas de suas posturas e palavras não serão compreendidas, todavia, no futuro seu legado irá clarificar sobre o homem ou mulher de Deus que foram.

O que fica para nossa reflexão, quando nos deparamos com a história desse homem e de tantos outros homens valorosos que a Palavra de Deus nos apresenta é: Qual o legado que estamos deixando para as gerações posteriores? Quais os adjetivos irão usar para nos qualificar?

Que o Senhor nos ajude a sermos encontrados como Simeão: servos justos e piedosos!

Certo de que em Cristo iremos legar grandes coisas à próxima geração:

Seu pastor, Roberto Meireles.

 


[1] LIMA, Josadak. Liderança Excelente: Legado Espiritual. Curitiba: A.D.Santos Editora, 2009, pg. 5.

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Pastoral – Convocados a restauração – 22/06/2014

Rio de Janeiro, 22 de junho de 2014.

Convocados a restauração.

Durante toda semana que passou estive meditando no salmo de número cento e vinte e seis. Este salmo é apontado pelos eruditos como uma composição pós-exilio babilônico. Alguns dizem que ele foi escrito quando os alicerces do segundo templo foram lançados; outros acreditam que fora quando a festa dos tabernáculos foi novamente restituída em Israel. O fato é que: na verdade não temos muitos detalhes históricos para trazer-lhes sobre a ocasião. Todavia, podemos afirmar que se trata de um documento que registra o agradecimento a Deus pelo povo de Israel pela restauração pós-exílio babilônico.

Este salmo retrata algumas etapas existentes durante o processo de restauração. O salmista pede ao Senhor que o restaure, a semelhança de como as terras áridas do Neguebe são restauradas pelas chuvas. O Neguebe era uma região árida, ao sul de Berseba, que ficava totalmente seca durante o verão, cujos riachos de águas, rapidamente, tomavam lugar da terra árida, devido as chuvas da primavera. O pedido do salmista era que Deus restaurasse a Israel como Ele restaurava a região do Neguebe. Ou seja, transformar a terra seca, árida, sem vida, em uma terra transbordante, cheia de vida. A restauração se inicia quando pedimos a Deus que Ele transforme os nossos corações que estão secos, áridos e vazios de sua presença. Em corações transbordantes de vida, cheios da presença de Deus.

Esse processo é sempre apresentado na Bíblia como um momento de lágrimas, de arrependimento. O salmista vai dizer: “os que semeiam com lágrimas, com júbilo ceifarão”. As lágrimas descritas pelo salmista é fruto de arrependimento pelos pecados de tantos anos que culminou com o castigo do exílio babilônico. Quer experimentar restauração da parte de Deus? A primeira coisa a fazer é se arrepender pelos pecados cometidos e abandoná-los de uma vez por todas.

Outro apontamento do texto é que, a restauração é realizada naqueles que estão trabalhando: “os que semeiam”. A restauração de Deus em nossos corações tem a finalidade de atingir os objetivos que Ele possui para edificação do seu Reino. Nossas vidas são restauradas por Deus, para que possamos ser canais ao seu dispor, para a transformação da vida de outros. Em nenhuma parte da Bíblia encontramos Deus restaurando pessoas que não estavam engajadas em sua causa. Ficar choramingando pelos cantos e reclamando da vida não é atitude que deve proceder de filhos e filhas de Deus. Enquanto trabalhamos para o Reino, os espinhos, as lutas, as dores, podem nos fazer chorar, mas nunca nos fazer parar. Enquanto trabalhamos Ele está colhendo nossas lágrimas.

A restauração é plena quando sentimos em nossos corações a alegria do Senhor. Quando nos tornamos filhos e filhas de Deus, gratos e nos expressamos dizendo: “grandes coisas fez o Senhor por nós; por isso estamos alegres”. Às vezes não conseguimos demonstrar a alegria do Senhor, reconhecer que Deus é bom para conosco o tempo todo, reconhecer que nos mínimos detalhes Ele cuida de nós. Talvez, seja porque precisamos ser restaurados. Talvez nossos corações estejam secos, áridos, como as terras no verão em Neguebe. Mas, se nos achegarmos ao Senhor com lágrimas de arrependimento e pedindo de todo coração restauração, Ele se chegará a nós e fará transbordar sobre nossas vidas a sua bendita presença restauradora.

Certo de que se nos achegarmos a Ele, Ele se chegará a nós:

Seu pastor, Roberto Meireles.

 

 

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Pastoral – Egoísmo: eu em detrimento a nós. – 25/05/2014

Rio de Janeiro, 22 de maio de 2014.

Egoísmo: eu em detrimento a nós.

O pecado possui seus filhos bastardos como temos refletido em nossas celebrações. Nossa primeira reflexão foi sobre a ingratidão. A Bíblia nos ensina que a ingratidão é um ácido capaz de corroer quem pratica e também quem sofre. Na segunda reflexão falamos sobre a indiferença. E, exaurimos o texto que o rei Davi é indiferente quanto aos problemas de sua família, e como sua indiferença teve consequências gravíssimas para ele e os seus.

Hoje iremos refletir sobre o egoísmo. Talvez esse filho bastardo do pecado seja o mais gerado pelo mesmo em nossos dias. A sociedade está cada vez mais caminhando em prol de uma busca pela individualidade, ao invés da coletividade. Ou seja, o eu em detrimento a nós. O provérbio popular, em nenhum outro tempo fora tão apropriado: “farinha pouca, meu pirão primeiro”.

O dicionário vai definir egoísmo da seguinte forma: “amor exagerado aos próprios interesses a despeito dos de outrem; exclusivismo que leva uma pessoa a se tomar como referência a tudo”.

Essa definição fez lembrar-me da pergunta de Deus feita a Caim: “Onde está Abel, teu irmão?” (Gn. 4.9) Enquanto as pessoas dentro desta sociedade individualista caminham em rumo à conquista de seus próprios interesses. O Altíssimo se achega a cada um de nós e nos faz a mesma pergunta: “Roberto, onde está teu irmão?”

De modo algum podemos trilhar os caminhos da contemporaneidade e rumar olhando apenas para o nosso umbigo. Urge nós ouvirmos essa pergunta do Eterno e respondermos diferentemente de Caim. Deve haver em cada um de nós o amor cristão que nos norteará a busca dos nossos irmãos e irmãs. O amor cristão que nos faz ter o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus.

Uma comunidade cristã não é reconhecida pelo seu muito fazer. Disse o nosso Mestre que seríamos reconhecidos como seus verdadeiros discípulos quando amarmos uns aos outros como Ele nos amou. Vamos desenvolver o amor fraterno. Olhe ao seu redor: você tem sentido falta de algum irmão (a)? Não deleguemos aos outros a responsabilidade que é nossa. A Bíblia nos ensina que devemos cuidar uns dos outros. Se você sentiu falta deste irmão, ligue para ele, visite-o, ore por ele, mas também demonstre o seu amor e diga o quanto ele fez falta.

Vamos crescer juntos como comunidade. Cuidando uns dos outros. Volto mais uma vez a fazer um pedido: “frequente uma célula, lá você terá contato com os irmãos durante a semana e irá criar um vínculo maior de amor e cuidado uns com os outros”.

Certo de que em Cristo iremos crescer no amor fraternal:

Seu pastor, Roberto Meireles.

"Uma igreja simples, que ensina e pratica os ensinamentos de Jesus.